domingo, 12 de fevereiro de 2017

Algumas questões sobre o trauma

O que é trauma?

Ele ocorre quando experienciamos acontecimentos que tomamos como muito estressantes, ameaçadores à vida que superam nossa capacidade de lidar de forma eficaz com o acontecimento, fazendo com que fiquemos paralisados no momentosto traumático.

O que pode ser uma situação traumática?

Na maioria das vezes pensamos em situação traumática como grandes tragédias, porém além dessas situações o que pode ser traumático vai depender das condições que a pessoa tem de lidar com a situação. Ameaça à integridade física sua ou de pessoas queridas, assaltos ou tentativas de assaltos, abusos sexuais, acidentes, quedas, doenças, entre outras situações podem ser consideradas situações traumáticas de acordo com cada pessoa que passa por esses eventos.

Por que a psicoterapia é importante nesses casos?

Às vezes, quando passamos por situações traumáticas, não conseguimos lidar sozinhos com toda a informação e carga emocional que recebemos. Com isso, ficamos "congelados" ou tentando resolver "se livrar do trauma" através de formas não saudáveis. O trauma não é uma sentença de vida. Porém, é na psicoterapia onde os sintomas do trauma são reconhecidos e resignificados, sendo um dos meios que pode ajudar a pessoa a criar recursos e estratégias lidar de forma saudável com o que aconteceu e retomar a sua vida.



Luiza Braga (CRP 11/04767)
Psicóloga. Possui especialização em Psicologia da Saúde pela PUC/SP e Mestrado em Psicologia Clínica pela PUC/SP. É psicóloga clínica há 9 anos com experiência no atendimento de crianças e adultos, na área da psicossomática, trauma e luto. Sócia diretora do Veredas Psicológicas – Caminhos de Crescimento. Coordenadora de grupos de estudos. Atualmente faz formação em Experiência Somática e Traumas na Associação Brasileira de Traumas. Membro da ABT - Associação Brasileira de Traumas.

sábado, 27 de agosto de 2016

Feliz dia da(o) Psicóloga(o)!!!


Nosso sincero carinho aos mestres, colegas e alunos que acreditam no valor desta jornada. Parabéns!


Inauguração do Site oficial do Veredas Psicológicas! Mas o blog continuará ativo :)

Não poderia ter data mais especial para nós, que fazemos o Veredas Psicológicas, divulgar uma notícia tão especial 
Além de termos a alegria de celebrar o Dia da(o) Psicóloga(o), queremos dividir com vocês mais um trabalho que construímos com muito amor e carinho, pensando em vocês que nos acompanham: nosso site oficial!
Lá você poderão conhecer um pouco da(o)s nossa(o)s profissionais, dos eventos e projetos que estamos promovendo, entender melhor a proposta do Veredas, achar nossos contatos, entre outras coisas.
Lembrando que nosso blog continuará ativo e sendo atualizado!
Entrem e fiquem a vontade, o espaço é nosso!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Nise da Silveira - A Senhora das Imagens

Há 109 anos nascia nossa querida Nise da Silveira, no dia 15 de fevereiro de 1905.
Nise foi diferente desde o início, deixou a casa de seus pais cedo, foi a única mulher a se formar na Escola de Medicina da Bahia, foi para o Rio de Janeiro, seguiu a Psiquiatria e ali, mudaria o rumo desta área no Brasil.


A tão famosa frase de Nise: "não, não aperto esse botão!" até hoje ecoa na cabeça de profissionais que conhecem o trabalho realizado com pacientes ditos "loucos", os que não podem viver em sociedade (?). Com essa frase, Nise decidiu que não iria aplicar o eletrochoque em seus pacientes e sim, trabalhar com a terapia ocupacional, com a arte, conhecer seus pensamentos, dar vez à "voz do coração". Dava papel e tinta para que se expressassem, trabalho que rendeu obras belíssimas e hoje pode ser visto no Museu de Imagens do Inconsciente no Rio de Janeiro.


Nise notou uma certa em semelhança nas obras de seus pacientes, alguns desenhavam na forma de círculos, as mandalas, e assim começou seu contato com Carl Gustav Jung e a Psicologia Junguiana.

Faleceu em 2009 deixando um grande legado à Psicquiatria, Psicologia e àreas da Saúde em geral. Seu trabalho até hoje é reconhecido e serve de exemplo para nos lembrar de como realizar um tratamento humanizado, aliás, abriu portas para a Reforma Psiquiátrica no Brasil. Nise era uma mulher simples, humana, amava gatos. Se dizia "cada vez menos doutora e cada vez mais Nise".



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Além do que se vê: A estória de Alice na história de todos nós

Os contos de fadas, assim como os mitos e as lendas, tratam da nossa vida, da nossa existência, da maneira como nos organizamos enquanto seres sociais, e do que nos é caro. São modos de transmitir ensinamentos e valores culturais transgeracionais. O autor Paulo Mendes Campos captou isso muito bem no belíssimo texto que segue abaixo, em que utiliza a história de Alice no País das Maravilhas para dar conselhos valiosos aos mais jovens.



Para Maria das Graças 

"Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas. Este livro é doido, Maria. Isto é, o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. 

Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca

Nem o papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: 'Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?' Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. 'Quem sou eu no mundo?' Essa indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrastes essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira. 

A sozinhez (esquece essa palavra feia que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: 'Estou tão cansada de estar aqui sozinha!' O importante é que conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice versa, isto é, fechar uma porta bem aberta. 

Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo. 

Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave. A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes ao dia: 'Oh, I beg your pardon!'. Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: 'Gostarias de gatos se fosse eu?'. 

Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: 'A corrida terminou! Mas quem ganhou?' É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não sabe quem venceu. Se tiveres que ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiseres, ganhaste. 

Disse o ratinho: 'Minha historia é longa e triste!' Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: “Minha vida daria um romance.” Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só um jeito de contar um vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e mulheres que suspiram e dizem: 'Minha vida daria um romance!' Sobretudo dos homens. Uns chatos, irremediáveis, Maria. Os milagres acontecem sempre na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrario do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar

Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: 'Devo estar diminuindo de novo'. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente. E escuta essa parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo como hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. 

A alma da gente é uma maquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar em disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor. 

Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado Maria, com as grandes ocasiões

Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: 'Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas'. 

Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: é feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira da nossa dor, Maria da Graça."

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Documentário: Poliamor


O movimento chamado de Poliamorismo ou Poliamor, admite a possibilidade de co-existirem duas ou mais relações afetivas paralelas, em que seus partícipes conhecem e aceitam uns aos outros, em uma relação múltipla e aberta. 

Segundo a psicóloga e professora da PUC-SP, Noely Montes Moraes: a etologia (estudo do comportamento animal), a biologia e a genética não confirmam a monogamia como padrão dominante das espécies, incluindo a humana. Reconhecendo assim, que as pessoas podem amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, ainda que tal ideia não seja bem recebida na sociedade ocidental. 

Trouxemos para vocês o documentário do diretor José Agripino (Brasil,15min,2010) que traz entrevistas com pessoas que contrariam as regras monogâmicas e relatam as vantagens e também dificuldades sobre esse tipo de relação amorosa.

Assunto polêmico, mas pertinente na vida real das relações de afeto.

Assistam e tirem suas próprias conclusões sobre o assunto!
Se puderem, compartilhem com a gente enriquecendo o debate!


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Aniversário do Espaço Integra


O Veredas Psicológicas teve o grande prazer de participar da comemoração do primeiro ano do Espaço Integra. Foi uma reunião animada, cheia de encontros, reencontros e muito amor!


É sempre bom estar junto de pessoas que dividem os mesmos sonhos e as mesmas esperanças que a gente. Pessoas que sabem que bom mesmo é construir junto, crescer junto... Porque de outra forma, não faria sentido.

Psicólogas Camila Cardoso, Nara Barreto, Talita Saldanha, Alana Mabda e Natacha Fraga.

O Espaço Integra oferece cursos e workshops, grupos de estudos e atendimento psicológico. Possui salas disponíveis para profissionais, não só da Psicologia, mas também de outras áreas da saúde. É um grande parceiro do Veredas Psicológicas e nós temos muito orgulho desse laço, que se faz ainda mais bonito e mais firme a cada dia.


Amigos, parceiros, colegas - uma grande família.

Para saber mais sobre o Espaço Integra, visite:

Facebook: https://www.facebook.com/pages/Espaço-Integra
Web: http://contatoespacointegra.wix.com/espacointegra

Ana Rachel e Carol Costa - Diretoras da Espaço Integra
"Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração."

(Carlos Drummond de Andrade)