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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Além do que se vê: A estória de Alice na história de todos nós

Os contos de fadas, assim como os mitos e as lendas, tratam da nossa vida, da nossa existência, da maneira como nos organizamos enquanto seres sociais, e do que nos é caro. São modos de transmitir ensinamentos e valores culturais transgeracionais. O autor Paulo Mendes Campos captou isso muito bem no belíssimo texto que segue abaixo, em que utiliza a história de Alice no País das Maravilhas para dar conselhos valiosos aos mais jovens.



Para Maria das Graças 

"Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas. Este livro é doido, Maria. Isto é, o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. 

Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca

Nem o papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: 'Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?' Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. 'Quem sou eu no mundo?' Essa indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrastes essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira. 

A sozinhez (esquece essa palavra feia que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: 'Estou tão cansada de estar aqui sozinha!' O importante é que conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice versa, isto é, fechar uma porta bem aberta. 

Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo. 

Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave. A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes ao dia: 'Oh, I beg your pardon!'. Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: 'Gostarias de gatos se fosse eu?'. 

Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: 'A corrida terminou! Mas quem ganhou?' É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não sabe quem venceu. Se tiveres que ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiseres, ganhaste. 

Disse o ratinho: 'Minha historia é longa e triste!' Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: “Minha vida daria um romance.” Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só um jeito de contar um vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e mulheres que suspiram e dizem: 'Minha vida daria um romance!' Sobretudo dos homens. Uns chatos, irremediáveis, Maria. Os milagres acontecem sempre na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrario do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar

Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: 'Devo estar diminuindo de novo'. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente. E escuta essa parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo como hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. 

A alma da gente é uma maquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar em disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor. 

Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado Maria, com as grandes ocasiões

Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: 'Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas'. 

Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: é feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira da nossa dor, Maria da Graça."

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Listas de 2013 - Apanhado Geral

Primeiramente: FELIZ ANO NOVO, PESSOAL!


Estávamos sentindo falta de atualizar este cantinho, mas férias eram necessárias depois de toda emoção que foi o começo da construção do nosso Veredas Psicológicas!

Hoje fizemos um apanhado das várias dicas deixadas ao longo do segundo semestre de 2013, nos comentários da fanpage (pode curtir!) e do blog. São sugestões de filmes e de livros muito interessantes... Vale a pena conferir, hein?

Ficamos muito gratas pela participação de todos, mas gostaríamos de dar um destaque especial para a Emanuella Sales, que foi a pessoa que mais contribuiu com dicas para as nossas listas. Muito obrigada, Emanuella! Já temos um presentinho muito especial separado pra você!

Então, vamos lá!!


Filmes sobre SONHOS:















Cidade dos Sonhos (2006) - Indicado por Daniel Franco
Império dos Sonhos (2001) - Indicado por Daniel Franco




Filmes sobre SUICÍDIO:













Você Não Conhece o Jack (2010) - Indicado por Carlos Roger
A Pequena Loja de Suicídios (2012) - Indicado por Ricardo Jorge Quirino Pinheiro 
A Ponte (2006) - Indicado por Daniel Franco 
Ken Park (2002)- Indicado por Daniel Franco
2h37 - É só uma questão de tempo (2006) - Indicado por Daniel Franco



Filmes sobre LOUCURA












O Operário (2004) - Indicado por Geane Batista
Camille Claudel (1988) - Indicado por Carlos Roger
Van Gogh - Vida e Obra de um Gênio (1990) - Indicado por Carlos Roger




Livros para TERAPEUTAS INICIANTES:





















De Pessoa a Pessoa (Richard Hycner) - Indicado por Marilia Gurgel 
Treinamento em psicoterapia individual, de grupo e de casal: um guia para supervisores e terapeutas iniciantes (Mônica Teles Tavora) - Indicado por Marilia Gurgel




Filmes sobre MORTE E LUTO















O Espelho (1975) - Indicado por Gleidson Mota
O Sacrificio (1986) -  Indicado por Gleidson Mota
Solaris (1972) -  Indicado por Gleidson Mota
O Quarto do Filho (2001) -  Indicado por Emanuella Sales
Gravidade (2013) -  Indicado por Emanuella Sales
Reencontrando a Felicidade (2010) -  Indicado por Emanuella Sales

O Príncipe das Sombras (1988) -  Indicado por Roberta Morrison



Filmes sobre CASAIS EM CONFLITO:















Um Caminho Para Dois (1967) - Indicado por Emanuella Sales
Um Divã Para Dois (2012) - Indicado por Emanuella Sales
Blue Valentine (2010) - Indicado por Emanuella Sales
Carnage (2011) - Indicado por Emanuella Sales
Apenas uma Noite (2010) - Indicado por Emanuella Sales
Cenas de Um Casamento (1973) - Indicado por Paula Sampaio
Beleza Americana (1999) - Indicado por Gleidson Mota
O Pecado de Todos Nós (1967) - Indicado por Gleidson Mota
Longe do Paraíso (2002) - Indicado por Gleidson Mota
Magnólia (1999) - Indicado por Gleidson Mota
Medianeras (2011) - Indicado por Emanuella Sales
Um Sonho de Amor (2009) - Indicado por  Emanuella Sales
Alta Fidelidade (2000) - Indicado por Emanuella Sales
Cashback (2006) - Indicado por Emanuella Sales
O Desprezo (1963) - Indicado por Emanuella Sales
Take This Waltz (2011) - Indicado por Emanuella Sales
Rust and Bone (2012) - Indicado por Emanuella Sales




E por hoje ficamos por aqui, amigos! Em breve traremos mais dicas, sugestões e promoções para vocês. 

Obrigada mais uma vez e até já! 








quarta-feira, 18 de setembro de 2013

10 Filmes Sobre: Loucura

Loucura: quantas vezes por dia empregamos essa palavra ou suas variações? Tantas e tantas músicas, livros e filmes fazem referência aos perigos e prazeres da insanidade... 

Mas o que é “loucura”, afinal? Talvez, seja apenas uma questão de perspectiva!

A lista da semana traz 10 filmes que irão ajudar você a perder um pouco a razão:



Dolls 
(JAP, 2002)

Inspirado pelo tradicional teatro de bonecos (bunraku) e pelas histórias pessoais do próprio diretor Takeshi Kitano. Dolls, na verdade, é uma bela instigação visual. São três histórias de amores perdidos, de desencontros e reencontros, retratando de maneira trágica o que em nossos corações podemos entender como “enlouquecer de amor”.




O Gabinete do Dr. Caligare 
(ALE, 1920)

Considerado o primeiro filme de terror da história, narra a desventura de dois grandes amigos que tem seus destinos selados quando conhecem o Dr. Caligare e seu escravo, o sonâmbulo Cesare. 

Fiel ao movimento expressionista da época, O Gabinete do Dr. Caligare é uma orgia de formas bizarras e exageros propositais, que geram um sentimento onírico, como se estivéssemos participando da produção imaginária de um louco. Bom... Quem sabe, né?




Sybil 
(EUA, 1976)

Filme feito para a televisão americana. Sally Field interpreta com maestria uma moça – Sybil – que para sobreviver aos terríveis momentos de sua infância desenvolveu 13 personalidades diferentes. Com a ajuda de uma psicanalista (a sempre bela Joanne Woodward) tenta confrontar o passado e lutar por uma vida digna.




Se Enlouquecer, Não Se Apaixone 
(EUA, 2010)

É uma comédia bonitinha que conta a história de Craig, um garoto de 16 anos, depressivo, que por pensar constantemente em suicídio, resolve pedir ajuda num hospital. Por questões estruturais, Craig tem que ficar na mesma ala que os pacientes adultos e acaba conhecendo figuras interessantes, como Bobby, Muqtada e Noelle, que mudarão sua percepção do mundo e dos seus valores.




Louca Obsessão 
(EUA, 1990)

Suspense de deixar qualquer lábio roxo por falta de oxigenação, Louca Obsessão - adaptação do romance homônimo de Stephen King - traz James Caan no papel de Paul Sheldon, um escritor que sofre um estranho acidente de carro e é resgatado por uma enfermeira, Annie Wilkes, sua “fã nº 1”. Annie leva seu novo paciente até sua casa, um lugarzinho aconchegante e isolado, onde fará questão de cuidar para que Paul dê ao seu último livro um final mais apropriado, nem que ela tenha que forçá-lo a isso.

Kathy Bates merece destaque pelo papel de Annie Wilkes. Uma psicopata apavorante e ainda assim digna de pena.




Repulsa ao Sexo
(UK, 1965)

Catherine Deneuve está belíssima no papel de Carol, uma moça que passa maus bocados quando sua irmã a deixa sozinha no apartamento. Perdida em lembranças dolorosas, Carol afunda numa paranoia crescente, sofrendo alucinações cada vez mais perigosas.

Filme dirigido por Roman Polanski, faz parte da famosa Trilogia do Apartamento (ou Trilogia da Paranoia), da qual fazem parte outros dois filmes que caem muito bem nessa lista: O Bebê de Rosemary (1968) e O Inquilino (1975).




O Iluminado
(EUA, 1980)

Já ouviram falar em “Febre da Cabana”? É o mal preconizado logo que o Sr. Jack Torrance pisa pela primeira vez no antigo Overlook Hotel. Quando passa a residir lá com sua família, Jack acaba envolvido pela energia do lugar, palco de histórias bizarras de dor e morte. 

Clássico dos anos 80, também adaptado de um romance homônimo de Stephen King, O Iluminado é uma verdadeira viagem pelo labirinto da loucura (e isso, caros amigos, foi uma piada interna!).




Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos 
(ESP, 1988)

Os filmes de Pedro Almodóvar são marcados por sentimentos intensos, fortes obsessões e mulheres (ahn...) peculiares. A expressão “mulheres almodovianas” tomou força a partir deste filme, que traz personagens cheios de cores, de paixões, de emoções transbordantes e com uma certa tendência ao desastre.

Quando várias almodovianas encontram-se reunidas em um apartamento e ao redor do mesmo homem, pode-se esperar muita confusão com grandes pitadas de insanidade.




A Ilha do Medo 
(EUA, 2010)

O ano é 1954 e os detetives Teddy Daniels e Chuck Aule foram enviados para solucionar o misterioso desaparecimento de uma interna do hospital psiquiátrico para criminosos violentos, o Ashecliff. Com o andamento das investigações, Teddy passa a suspeitar que o Hospital pode estar envolvido de alguma forma, até que uma tempestade surge inesperadamente, mantendo todos reclusos em seus terrenos.

Mais um exemplo de sucesso da parceria DiCaprio-Scorsese




Bicho de Sete Cabeças 
(BRA, 2000)

Retrato cruel (mas real) dos hospitais psiquiátricos brasileiros, o filme conta a história de Neto, um adolescente que tem sua vida transformada quando o pai encontra um baseado nas suas coisas e decide interná-lo, já que não consegue lidar com a “rebeldia” do filho e com a consequente relação conturbada existente entre eles.

No hospital, Neto se depara com a miséria, a intolerância e a incompreensão numa realidade violenta e hostil, que não poderia jamais contribuir para o alívio de qualquer sofrimento, físico ou psíquico.

Vale muito a pena conhecer também o livro que deu origem ao filme: Cantos dos Malditos, autobiografia de  Austregésilo Carrano Bueno, que sofreu na pele os abusos do injusto encarceramento.




E por enquanto é só! Lembrou de algum filme legal? Compartilha com a gente! Em breve faremos uma postagem especial reunindo todas as dicas deixadas aqui e no facebook (/veredas-psicológicas).

Lembrando que você sempre pode sugerir algum filme pra gente aprofundar a conversa no Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor. 



Até a próxima!




quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Conheça o projeto Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor



Já imaginou juntar as coisas que você mais gosta de fazer num único lugar? Pois é! O projeto Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor nasceu dessa vontade de unir arte, Psicologia e conversa – três das nossas paixões – num evento leve e acolhedor, com objetivo de provocar sensações e pensamentos inusitados, propondo o ambiente ideal para a troca de impressões.

A proposta é usar filmes, músicas, livros e qualquer outra manifestação artística para levantar uma questão inicial, o “tema da vez”. Às vezes, usamos mais de um desses elementos e, quase sempre, a conversa transcende o tema proposto. Mas esse é o objetivo: ir além do que se vê!

O primeiro encontro aconteceu em Junho de 2013, com o filme Persona (1966), do diretor Ingmar Bergman. Falamos sobre muitas coisas interessantes: máscaras e papéis sociais, identidade, contato, relacionamentos e seus limites e fronteiras. 


"Pensa que não entendo? O inútil sonho de ser. Não parecer, mas ser. Estar alerta em todos os momentos. A luta: o que você é com os outros e o que você realmente é. Um sentimento de vertigem e a constante fome de finalmente ser exposta. Ser vista por dentro, cortada, até mesmo eliminada. Cada tom de voz, uma mentira. Cada gesto, falso. Cada sorriso, uma careta. Cometer suicídio? Nem pensar. Você não faz coisas desse gênero. Mas pode se recusar a se mover e ficar em silêncio. Então, pelo menos, não está mentindo. Você pode se fechar, se fechar para o mundo. Então não tem que interpretar papéis, fazer caras, gestos falsos… Acreditaria que sim, mas a realidade é diabólica (…)." – Persona, 1966.


Em Agosto de 2013, recebemos nossos convidados com um belo café da manhã. Nos acolhemos, conhecemos e, depois, foi a vez de Mariana Terra nos emocionar com sua interpretação fantástica em Nise da Silveira – Senhora das Imagens, peça de Daniel Lobo que ficou em cartaz em São Paulo, mas foi trazida até o nosso Pimenta em DVD.  







Entre tantos outros sentimentos e sensações, nos deparamos com a surpresa de que uma pintura pode ser dançada. 

Aquecemos nossos corações com a vida e a obra da grande psiquiatra alagoana Nise da Silveira!





Os nosso encontros acontecem todos os meses, na 4 Saberes – Cursos de especialização e qualificação (site: http://www.4saberes.com.br/), nossa parceira inestimável!

E a próxima provocação já está na agulha! Estamos ansiosas pra receber você!

Equipe Pimenta Nos Olhos: Luiza Braga, Nara Barreto e Talita Saldanha


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