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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Documentário: Poliamor


O movimento chamado de Poliamorismo ou Poliamor, admite a possibilidade de co-existirem duas ou mais relações afetivas paralelas, em que seus partícipes conhecem e aceitam uns aos outros, em uma relação múltipla e aberta. 

Segundo a psicóloga e professora da PUC-SP, Noely Montes Moraes: a etologia (estudo do comportamento animal), a biologia e a genética não confirmam a monogamia como padrão dominante das espécies, incluindo a humana. Reconhecendo assim, que as pessoas podem amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, ainda que tal ideia não seja bem recebida na sociedade ocidental. 

Trouxemos para vocês o documentário do diretor José Agripino (Brasil,15min,2010) que traz entrevistas com pessoas que contrariam as regras monogâmicas e relatam as vantagens e também dificuldades sobre esse tipo de relação amorosa.

Assunto polêmico, mas pertinente na vida real das relações de afeto.

Assistam e tirem suas próprias conclusões sobre o assunto!
Se puderem, compartilhem com a gente enriquecendo o debate!


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

10 Filmes Sobre: Loucura

Loucura: quantas vezes por dia empregamos essa palavra ou suas variações? Tantas e tantas músicas, livros e filmes fazem referência aos perigos e prazeres da insanidade... 

Mas o que é “loucura”, afinal? Talvez, seja apenas uma questão de perspectiva!

A lista da semana traz 10 filmes que irão ajudar você a perder um pouco a razão:



Dolls 
(JAP, 2002)

Inspirado pelo tradicional teatro de bonecos (bunraku) e pelas histórias pessoais do próprio diretor Takeshi Kitano. Dolls, na verdade, é uma bela instigação visual. São três histórias de amores perdidos, de desencontros e reencontros, retratando de maneira trágica o que em nossos corações podemos entender como “enlouquecer de amor”.




O Gabinete do Dr. Caligare 
(ALE, 1920)

Considerado o primeiro filme de terror da história, narra a desventura de dois grandes amigos que tem seus destinos selados quando conhecem o Dr. Caligare e seu escravo, o sonâmbulo Cesare. 

Fiel ao movimento expressionista da época, O Gabinete do Dr. Caligare é uma orgia de formas bizarras e exageros propositais, que geram um sentimento onírico, como se estivéssemos participando da produção imaginária de um louco. Bom... Quem sabe, né?




Sybil 
(EUA, 1976)

Filme feito para a televisão americana. Sally Field interpreta com maestria uma moça – Sybil – que para sobreviver aos terríveis momentos de sua infância desenvolveu 13 personalidades diferentes. Com a ajuda de uma psicanalista (a sempre bela Joanne Woodward) tenta confrontar o passado e lutar por uma vida digna.




Se Enlouquecer, Não Se Apaixone 
(EUA, 2010)

É uma comédia bonitinha que conta a história de Craig, um garoto de 16 anos, depressivo, que por pensar constantemente em suicídio, resolve pedir ajuda num hospital. Por questões estruturais, Craig tem que ficar na mesma ala que os pacientes adultos e acaba conhecendo figuras interessantes, como Bobby, Muqtada e Noelle, que mudarão sua percepção do mundo e dos seus valores.




Louca Obsessão 
(EUA, 1990)

Suspense de deixar qualquer lábio roxo por falta de oxigenação, Louca Obsessão - adaptação do romance homônimo de Stephen King - traz James Caan no papel de Paul Sheldon, um escritor que sofre um estranho acidente de carro e é resgatado por uma enfermeira, Annie Wilkes, sua “fã nº 1”. Annie leva seu novo paciente até sua casa, um lugarzinho aconchegante e isolado, onde fará questão de cuidar para que Paul dê ao seu último livro um final mais apropriado, nem que ela tenha que forçá-lo a isso.

Kathy Bates merece destaque pelo papel de Annie Wilkes. Uma psicopata apavorante e ainda assim digna de pena.




Repulsa ao Sexo
(UK, 1965)

Catherine Deneuve está belíssima no papel de Carol, uma moça que passa maus bocados quando sua irmã a deixa sozinha no apartamento. Perdida em lembranças dolorosas, Carol afunda numa paranoia crescente, sofrendo alucinações cada vez mais perigosas.

Filme dirigido por Roman Polanski, faz parte da famosa Trilogia do Apartamento (ou Trilogia da Paranoia), da qual fazem parte outros dois filmes que caem muito bem nessa lista: O Bebê de Rosemary (1968) e O Inquilino (1975).




O Iluminado
(EUA, 1980)

Já ouviram falar em “Febre da Cabana”? É o mal preconizado logo que o Sr. Jack Torrance pisa pela primeira vez no antigo Overlook Hotel. Quando passa a residir lá com sua família, Jack acaba envolvido pela energia do lugar, palco de histórias bizarras de dor e morte. 

Clássico dos anos 80, também adaptado de um romance homônimo de Stephen King, O Iluminado é uma verdadeira viagem pelo labirinto da loucura (e isso, caros amigos, foi uma piada interna!).




Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos 
(ESP, 1988)

Os filmes de Pedro Almodóvar são marcados por sentimentos intensos, fortes obsessões e mulheres (ahn...) peculiares. A expressão “mulheres almodovianas” tomou força a partir deste filme, que traz personagens cheios de cores, de paixões, de emoções transbordantes e com uma certa tendência ao desastre.

Quando várias almodovianas encontram-se reunidas em um apartamento e ao redor do mesmo homem, pode-se esperar muita confusão com grandes pitadas de insanidade.




A Ilha do Medo 
(EUA, 2010)

O ano é 1954 e os detetives Teddy Daniels e Chuck Aule foram enviados para solucionar o misterioso desaparecimento de uma interna do hospital psiquiátrico para criminosos violentos, o Ashecliff. Com o andamento das investigações, Teddy passa a suspeitar que o Hospital pode estar envolvido de alguma forma, até que uma tempestade surge inesperadamente, mantendo todos reclusos em seus terrenos.

Mais um exemplo de sucesso da parceria DiCaprio-Scorsese




Bicho de Sete Cabeças 
(BRA, 2000)

Retrato cruel (mas real) dos hospitais psiquiátricos brasileiros, o filme conta a história de Neto, um adolescente que tem sua vida transformada quando o pai encontra um baseado nas suas coisas e decide interná-lo, já que não consegue lidar com a “rebeldia” do filho e com a consequente relação conturbada existente entre eles.

No hospital, Neto se depara com a miséria, a intolerância e a incompreensão numa realidade violenta e hostil, que não poderia jamais contribuir para o alívio de qualquer sofrimento, físico ou psíquico.

Vale muito a pena conhecer também o livro que deu origem ao filme: Cantos dos Malditos, autobiografia de  Austregésilo Carrano Bueno, que sofreu na pele os abusos do injusto encarceramento.




E por enquanto é só! Lembrou de algum filme legal? Compartilha com a gente! Em breve faremos uma postagem especial reunindo todas as dicas deixadas aqui e no facebook (/veredas-psicológicas).

Lembrando que você sempre pode sugerir algum filme pra gente aprofundar a conversa no Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor. 



Até a próxima!




terça-feira, 3 de setembro de 2013

10 Filmes Sobre: Sonhos


Dos vários mistérios da natureza, o sonho certamente é um dos que exercem fascínio atemporal sobre a humanidade. De caráter premonitório, agourento, conselheiro ou punitivo, como viagem, manifestação do inconsciente ou como mera consequência de alterações fisiológicas, o sonho é explorado e respeitado por todas as culturas, desde os tempos mais remotos.

Escolhemos dez filmes interessantes, de vários gêneros, que de alguma maneira abordam os sonhos em suas tramas:

Sonhos 
(EUA/JAP, 1990)


O diretor japonês Akira Kurosawa realizou uma verdadeira façanha com esse filme, materializando sonhos que teve durante toda sua vida. Um dos raros roteiros escritos pelo próprio diretor, Sonhos proporciona uma forte experiência estética, um encontro com algo que nos é familiar, mesmo sem conseguirmos nomeá-lo.

A Origem
(EUA, 2010)


Neste filme dirigido por Christopher Nolan, os personagens conseguem invadir sonhos e extrair do inconsciente das pessoas informações valiosas e manipulá-las para conseguir certos objetivos. Seguindo uma linha comum em filmes sobre o mundo onírico, a grande (e vertiginosa) questão é se o que vemos e vivemos é real ou não. 

Paprika 
(JAP, 2006)


Imagine uma máquina que permite aos psicoterapeutas acesso aos sonhos de seus pacientes para gravá-los e, quando preciso, interferir diretamente. Agora imagine que essa máquina foi roubada por alguém com péssimas intenções. No que isso resulta? CAOS. Imediatamente, a heroína – e psicoterapeuta – Paprika entra em ação.

Esse desenho japonês está longe de ser infantil: estupro, nudez, assassinatos e suicídios são apenas alguns dos elementos que justificam a censura rigorosa. No mais, Paprika é uma viagem pela psique humana, jorrando simbolismos e permeada de elementos freudianos muito bem utilizados.

É um filme confuso, um pouco nauseante, mas extremamente intrigante e inteligente. Com certeza é pra ver mais de uma vez!

Waking Life
 (EUA, 2001)


O que é sonho e o que é realidade? 

O personagem principal do filme está preso num sonho, dentro de um sonho, dentro de um sonho e por aí vai. Durante todo o tempo ele se depara com figuras interessantes que tem algo a dizer sobre vida, morte, política, ciência, religião, sociologia e sobre a própria consciência humana.

Esse já é velho conhecido dos existencialistas e cinéfilos do mundo afora. É um filme criativo, inteligente, porém um pouco cansativo (principalmente na primeira metade). Se prepare pra ficar tonto!

Abra os Olhos 
(ESP, 1997)


César, um jovem homem de sucesso, muito bonito, encontra o amor de sua vida, Sofia, durante sua festa de aniversário. Acontece que a ex-namorada de César, Nuria, não aceita o término e, ao convencer César a aceitar sua carona, joga o carro contra a parede numa tentativa de suicídio e assassinato. César sobrevive, mas seu rosto está permanentemente desfigurado.

Infelizmente, Abra os Olhos é conhecido apenas pelo seu remake americano, Vanilla Sky (2001), que também traz Penélope Cruz no papel de Sofia. No entanto, esse excelente filme, dirigido por Alejandro Amenábar, merece ser valorizado e apreciado como a obra original que realmente é. 

A Hora do Pesadelo
 (EUA, 1984)


Clássico do Horror dos anos 1980, o filme traz um vilão diferente de todos os outros: Freddy Krueger ataca as suas vítimas enquanto elas dormem, através de seus sonhos. 

A franquia gerou oito filmes e uma refilmagem (péssima!), mas todos menos interessantes do que o primeiro. Violento, sarcástico e até engraçado, Freddy é um ícone do cinema, que deixou gerações com medo de encarar o travesseiro por muito tempo.

O Mágico de Oz 
(EUA, 1939)


Clássico americano do pós-guerra, adaptado do livro de Victor Fleming. O Mágico de Oz conta as aventuras da adorável Dorothy que, ao ter sua casa arrastada por um furacão, acaba chegando na terra de Oz. Para voltar ao Kansas, Dorothy precisará vencer muitos obstáculos, contando com a ajuda de três novos amigos.

O Mágico de Oz é um filme muito bonito, além de ser uma delícia brincar de analisar a personagem principal e viajar nos elementos simbólicos que aparecem por vezes sutis, por vezes escancarados. 

Alice no País das Maravilhas 
(EUA, 1951)


Bem mais psicodélico que O Mágico de Oz, o livro de Lewis Carroll deu muito pano pra manga. Além das adaptações para o teatro e cinema, contou com uma animação feita pelos Estúdios Disney, que captou com bastante propriedade a natureza do livro (considerando os limites da época).

Com personagens divertidos e curiosos (e mais e mais curiosos!),  Alice no País das Maravilhas é uma explosão de críticas sociais (ainda muito pertinentes, por sinal) e pérolas existencialistas. A própria Alice, encarando os desafios de uma adolescência anunciada, nos convoca sobre vários pontos de vista!

José, Rei dos Sonhos 
(EUA, 2000)


Animação da Dreamworks, o filme conta a história bíblica de José que, traído por seus irmãos e vendido como escravo, chega ao Egito e logo se torna político influente, graças ao seu dom de interpretar os sonhos do faraó. Em determinado momento, José aprende a interpretar os próprios sonhos, num exercício primitivo de autoanálise.

Freud Além da Alma 
(USA, 1962)


O filme conta a trajetória de Freud nos primórdios da Psicanálise, focando em sua relação com a Psiquiatria, seus colegas e sua família. O ponto alto do filme envolve a relação de Freud com uma paciente especial que, através de seus sonhos, lançará uma nova luz no caminho profissional do doutor.

Interessante pra quem ainda não viu, pois, apesar das falhas e distorções eventuais, o filme ainda é um clássico e mostra um pouco da história da Saúde Mental e da Psicanálise.  



E você? Viu alguma coisa interessante por aí e gostaria de conversar sobre? Manda sua ideia pra gente! Quem sabe ela pode ser o nosso próximo Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

III Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor

Veredas Psicológicas apresenta mais um Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor, com o filme "Assassinos por Natureza" (1994). Vamos ver o que a história de Mickey e Mallory vai nos dizer sobre "A Mídia e a Banalização da Violência".

Dia 21.09 (sábado), a partir das 9h. Venha tomar café da manhã com a gente e depois participar de uma roda de conversa sobre esse tema tão instigante!

Informações e inscrições pelo e-mail: pimentanosolhos.psi@gmail.com

Conheça mais sobre o Veredas Psicológicas:

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