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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

10 Filmes Sobre: Loucura

Loucura: quantas vezes por dia empregamos essa palavra ou suas variações? Tantas e tantas músicas, livros e filmes fazem referência aos perigos e prazeres da insanidade... 

Mas o que é “loucura”, afinal? Talvez, seja apenas uma questão de perspectiva!

A lista da semana traz 10 filmes que irão ajudar você a perder um pouco a razão:



Dolls 
(JAP, 2002)

Inspirado pelo tradicional teatro de bonecos (bunraku) e pelas histórias pessoais do próprio diretor Takeshi Kitano. Dolls, na verdade, é uma bela instigação visual. São três histórias de amores perdidos, de desencontros e reencontros, retratando de maneira trágica o que em nossos corações podemos entender como “enlouquecer de amor”.




O Gabinete do Dr. Caligare 
(ALE, 1920)

Considerado o primeiro filme de terror da história, narra a desventura de dois grandes amigos que tem seus destinos selados quando conhecem o Dr. Caligare e seu escravo, o sonâmbulo Cesare. 

Fiel ao movimento expressionista da época, O Gabinete do Dr. Caligare é uma orgia de formas bizarras e exageros propositais, que geram um sentimento onírico, como se estivéssemos participando da produção imaginária de um louco. Bom... Quem sabe, né?




Sybil 
(EUA, 1976)

Filme feito para a televisão americana. Sally Field interpreta com maestria uma moça – Sybil – que para sobreviver aos terríveis momentos de sua infância desenvolveu 13 personalidades diferentes. Com a ajuda de uma psicanalista (a sempre bela Joanne Woodward) tenta confrontar o passado e lutar por uma vida digna.




Se Enlouquecer, Não Se Apaixone 
(EUA, 2010)

É uma comédia bonitinha que conta a história de Craig, um garoto de 16 anos, depressivo, que por pensar constantemente em suicídio, resolve pedir ajuda num hospital. Por questões estruturais, Craig tem que ficar na mesma ala que os pacientes adultos e acaba conhecendo figuras interessantes, como Bobby, Muqtada e Noelle, que mudarão sua percepção do mundo e dos seus valores.




Louca Obsessão 
(EUA, 1990)

Suspense de deixar qualquer lábio roxo por falta de oxigenação, Louca Obsessão - adaptação do romance homônimo de Stephen King - traz James Caan no papel de Paul Sheldon, um escritor que sofre um estranho acidente de carro e é resgatado por uma enfermeira, Annie Wilkes, sua “fã nº 1”. Annie leva seu novo paciente até sua casa, um lugarzinho aconchegante e isolado, onde fará questão de cuidar para que Paul dê ao seu último livro um final mais apropriado, nem que ela tenha que forçá-lo a isso.

Kathy Bates merece destaque pelo papel de Annie Wilkes. Uma psicopata apavorante e ainda assim digna de pena.




Repulsa ao Sexo
(UK, 1965)

Catherine Deneuve está belíssima no papel de Carol, uma moça que passa maus bocados quando sua irmã a deixa sozinha no apartamento. Perdida em lembranças dolorosas, Carol afunda numa paranoia crescente, sofrendo alucinações cada vez mais perigosas.

Filme dirigido por Roman Polanski, faz parte da famosa Trilogia do Apartamento (ou Trilogia da Paranoia), da qual fazem parte outros dois filmes que caem muito bem nessa lista: O Bebê de Rosemary (1968) e O Inquilino (1975).




O Iluminado
(EUA, 1980)

Já ouviram falar em “Febre da Cabana”? É o mal preconizado logo que o Sr. Jack Torrance pisa pela primeira vez no antigo Overlook Hotel. Quando passa a residir lá com sua família, Jack acaba envolvido pela energia do lugar, palco de histórias bizarras de dor e morte. 

Clássico dos anos 80, também adaptado de um romance homônimo de Stephen King, O Iluminado é uma verdadeira viagem pelo labirinto da loucura (e isso, caros amigos, foi uma piada interna!).




Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos 
(ESP, 1988)

Os filmes de Pedro Almodóvar são marcados por sentimentos intensos, fortes obsessões e mulheres (ahn...) peculiares. A expressão “mulheres almodovianas” tomou força a partir deste filme, que traz personagens cheios de cores, de paixões, de emoções transbordantes e com uma certa tendência ao desastre.

Quando várias almodovianas encontram-se reunidas em um apartamento e ao redor do mesmo homem, pode-se esperar muita confusão com grandes pitadas de insanidade.




A Ilha do Medo 
(EUA, 2010)

O ano é 1954 e os detetives Teddy Daniels e Chuck Aule foram enviados para solucionar o misterioso desaparecimento de uma interna do hospital psiquiátrico para criminosos violentos, o Ashecliff. Com o andamento das investigações, Teddy passa a suspeitar que o Hospital pode estar envolvido de alguma forma, até que uma tempestade surge inesperadamente, mantendo todos reclusos em seus terrenos.

Mais um exemplo de sucesso da parceria DiCaprio-Scorsese




Bicho de Sete Cabeças 
(BRA, 2000)

Retrato cruel (mas real) dos hospitais psiquiátricos brasileiros, o filme conta a história de Neto, um adolescente que tem sua vida transformada quando o pai encontra um baseado nas suas coisas e decide interná-lo, já que não consegue lidar com a “rebeldia” do filho e com a consequente relação conturbada existente entre eles.

No hospital, Neto se depara com a miséria, a intolerância e a incompreensão numa realidade violenta e hostil, que não poderia jamais contribuir para o alívio de qualquer sofrimento, físico ou psíquico.

Vale muito a pena conhecer também o livro que deu origem ao filme: Cantos dos Malditos, autobiografia de  Austregésilo Carrano Bueno, que sofreu na pele os abusos do injusto encarceramento.




E por enquanto é só! Lembrou de algum filme legal? Compartilha com a gente! Em breve faremos uma postagem especial reunindo todas as dicas deixadas aqui e no facebook (/veredas-psicológicas).

Lembrando que você sempre pode sugerir algum filme pra gente aprofundar a conversa no Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor. 



Até a próxima!




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

10 Filmes Sobre: Suicídio

A lista da semana vem inspirada pela data especial de ontem: Dia Mundial de Combate ao Suicídio.

Escolhemos dez filmes bem especiais que abordam o tema, explorando as motivações, os aspectos religiosos e a dor de quem fica. Uns trazem olhares mais sensíveis, outros são mais polêmicos, mas todos são excelentes!

Mar Adentro 
(2004, ESP) 

 Mar Adentro, dirigido por Alejandro Amenábar, é um filme lindo, um encanto até mesmo nos momentos mais desesperadores. Baseado na história real de Ramón Sampedro, que passou anos lutando pelo direito de acabar com a própria vida, após sofrer um acidente (?) e ficar paralítico do pescoço para baixo.

O filme centraliza a atenção na relação de Ramón com duas mulheres: uma advogada, Julia, que apóia sua causa e tenta aprofundar seu conhecimento sobre ele, e a ajudante Rosa, uma mulher simples, que tenta convencê-lo do valor da vida.

“Mar adentro, mar adentro,
y en la ingravidez del fondo
donde se cumplen los sueños,
se juntan dos voluntades
para cumplir un deseo.
Un beso enciende la vida
con un relámpago y un trueno,
y en una metamorfosis
mi cuerpo no es ya mi cuerpo;
es como penetrar al centro del universo:
El abrazo más pueril,
y el más puro de los besos,
hasta vernos reducidos
en un único deseo:
Tu mirada y mi mirada
como un eco repitiendo, sin palabras:
más adentro, más adentro,
hasta el más allá del todo
por la sangre y por los huesos.
Pero me despierto siempre
y siempre quiero estar muerto
para seguir con mi boca
enredada en tus cabellos.”




Paradise Now
 (2005, PAL/ISR)
“Se não podemos viver como iguais, ao menos morreremos como iguais.”

Com um plano de fundo conturbado e polêmico em sua própria natureza – o embate sem fim entre israelenses e palestinos – o diretor e roteirista Hany Abu-Assad nos traz a história de Said e Khaled, amigos de juventude aparentemente unidos num destino trágico. Os dois foram convocados a cumprirem a missão de explodirem Tel-Aviv como homens-bomba. Said e Khaled aceitam a ordem, cada um com sua motivação particular, numa aparente disposição para abdicar da própria vida, o que nos indica que o antigo conflito é bem mais complexo do que costumamos lembrar.

Muito interessante a proposta do filme de manter uma imparcialidade sadia, como quem apresenta fatos e se isenta de qualquer julgamento.  Um novo clássico, com certeza.




As Virgens Suicidas 
(1999, EUA)
"Quando pulou, ela provavelmente pensou que podia voar."

Na década de 70, cinco irmãs adolescentes vivem um cotidiano limitado, oprimidas pelos pais conservadores. As meninas buscam várias formas de fuga dessa realidade, se perdem em sonhos e exageros, mas nada parece dar conta. O final nos chega como algo inevitável e doloroso. 




A Felicidade Não Se Compra 
(1946, EUA)
“Estranho, não? A vida de cada homem toca a vida de tantos outros. Quando ele não está ali, deixa um buraco horrível, não é?”

George Bailey é um homem de bom coração, casado, com uma bela família. Acontece que as coisas parecem não andar muito como ele acha que deveriam, a pressão se torna insuportável e ele tenta suicídio pulando de uma ponte, desejando acabar com tudo. Acontece que o Céu tem outros planos para George e, então, o anjo Clarence é enviado para ajudá-lo a perceber seu próprio valor e tentar desfazer o suicídio.

Comédia leve, delicada e otimista, nos remete aos pensamentos de Viktor Frankl sobre a busca de sentido para a vida.




A Sétima Vítima
 (1943, EUA)
“Sua irmã tinha um sentimento sobre a vida: que ela não valia a pena ser vivida, a não ser que se pudesse terminá-la.”

Excelente filme de terror psicológico, traz as desventuras de Mary, órfã que parte para Manhattan em busca de sua irmã mais velha e acaba descobrindo que a mesma está envolvida num culto satânico e que, agora, querem levá-la ao suicídio.

Quebrando padrões de uma época, o filme realmente traz em sua trama muito mais angústia existencial do que terror pelos elementos de bruxaria. Imperdível! 




Amor Além da Vida
 (1998, EUA)
“Uma família inteira perdida em acidentes de carro. É o suficiente pra fazer alguém comprar uma bicicleta.”

Quando Chris Nelson morre ao sofrer um acidente de carro, acorda num lugar incrível em que suas lembranças e desejos ajudam a construir e reconstruir personagens e paisagens. Ao descobrir que sua esposa cometeu suicídio, Chris decide arriscar sua eternidade atravessando o Paraíso para resgatá-la no Inferno.  

Lindas imagens e um enredo interessante, faz lembrar a história de Orfeu e sua Eurídice, e de Perséfone, esposa de Hades. Um detalhe também merece atenção: a identidade original do guia de Chris em sua jornada pelo Inferno.



O Silêncio do Lago 
(1988, HOL)
“Às vezes eu imagino que ela ainda está viva. Em algum lugar distante. Ela está muito feliz. E então, eu tenho que fazer uma escolha. Ou eu a deixo ir vivendo e fico para sempre sem saber, ou a deixo morrer e descubro o que aconteceu. Então... Eu a deixo morrer.”

Inconformado com o desaparecimento de sua namorada, Saskia, Rex não consegue levar sua vida adiante e se perde na esperança de encontrá-la. Muitos anos depois, o homem possivelmente responsável pelo sumiço de Saskia se apresenta e oferece contar o que aconteceu, mas com uma macabra condição. Rex decide então refazer os passos da amada para descobrir o que houve, mesmo que isso signifique aceitar abrir mão de sua própria vida.

Excelente filme holandês, rendeu uma refilmagem americana que não conseguiu acompanhar a genialidade do original. 




O Pacto 
(2001, JAP)
“Sou o Charles Manson da Era da Informação!”

50 garotinhas de uniforme escolar alinham-se, de mãos dadas, na plataforma do metrô. Elas estão rindo e conversando alegremente. Então contam até 3 e pulam na frente do trem. É assim que começa a história.

Esse filme é forte. Não dá pra dizer que é um filme bom, porque um filme bom precisa mais do que cenas fortes pra se fazer como tal. Mas, sem dúvida, O Pacto é um filme que precisa ser visto... nem que seja pra falar mal depois.

Violento (com referências gritantes ao clássico Laranja Mecânica), o filme mostra a luta de um detetive tentando desvendar as causas de uma série de suicídios em todo país. 




Veronika Decide Morrer 
(2009, EUA)
“Eu prefiro que as pessoas saibam que estou me matando, do que ter que participar dessa loucura coletiva desse mundo em que vivemos. Este não é o mundo real.”

Baseado no livro homônimo de Paulo Coelho. O filme conta de história de Veronika, jovem mulher que, aparentemente, tem tudo que poderia querer, mas vive deprimida. Decide, então, pôr fim a sua vida. Por ironia do destino, Veronika sobrevive a esta tentativa apenas para descobrir que tem apenas uma semana restante de vida. 




Cinco Dias Sem Nora 
(2011, MEX)

Nora morre por overdose de comprimidos e seu ex-marido descobre o corpo. Mas não é só isso que ele descobre. Nora deixou vários rastros de suas intenções e instruções bem detalhadas para a família.
Comédia escrachada e bem divertida. Algo raro sobre um tema normalmente mórbido e negativo. Vale a pena conferir!



Esperamos que tenha gostado das dicas! Lembrou de algum? Compartilha com a gente! 


terça-feira, 3 de setembro de 2013

10 Filmes Sobre: Sonhos


Dos vários mistérios da natureza, o sonho certamente é um dos que exercem fascínio atemporal sobre a humanidade. De caráter premonitório, agourento, conselheiro ou punitivo, como viagem, manifestação do inconsciente ou como mera consequência de alterações fisiológicas, o sonho é explorado e respeitado por todas as culturas, desde os tempos mais remotos.

Escolhemos dez filmes interessantes, de vários gêneros, que de alguma maneira abordam os sonhos em suas tramas:

Sonhos 
(EUA/JAP, 1990)


O diretor japonês Akira Kurosawa realizou uma verdadeira façanha com esse filme, materializando sonhos que teve durante toda sua vida. Um dos raros roteiros escritos pelo próprio diretor, Sonhos proporciona uma forte experiência estética, um encontro com algo que nos é familiar, mesmo sem conseguirmos nomeá-lo.

A Origem
(EUA, 2010)


Neste filme dirigido por Christopher Nolan, os personagens conseguem invadir sonhos e extrair do inconsciente das pessoas informações valiosas e manipulá-las para conseguir certos objetivos. Seguindo uma linha comum em filmes sobre o mundo onírico, a grande (e vertiginosa) questão é se o que vemos e vivemos é real ou não. 

Paprika 
(JAP, 2006)


Imagine uma máquina que permite aos psicoterapeutas acesso aos sonhos de seus pacientes para gravá-los e, quando preciso, interferir diretamente. Agora imagine que essa máquina foi roubada por alguém com péssimas intenções. No que isso resulta? CAOS. Imediatamente, a heroína – e psicoterapeuta – Paprika entra em ação.

Esse desenho japonês está longe de ser infantil: estupro, nudez, assassinatos e suicídios são apenas alguns dos elementos que justificam a censura rigorosa. No mais, Paprika é uma viagem pela psique humana, jorrando simbolismos e permeada de elementos freudianos muito bem utilizados.

É um filme confuso, um pouco nauseante, mas extremamente intrigante e inteligente. Com certeza é pra ver mais de uma vez!

Waking Life
 (EUA, 2001)


O que é sonho e o que é realidade? 

O personagem principal do filme está preso num sonho, dentro de um sonho, dentro de um sonho e por aí vai. Durante todo o tempo ele se depara com figuras interessantes que tem algo a dizer sobre vida, morte, política, ciência, religião, sociologia e sobre a própria consciência humana.

Esse já é velho conhecido dos existencialistas e cinéfilos do mundo afora. É um filme criativo, inteligente, porém um pouco cansativo (principalmente na primeira metade). Se prepare pra ficar tonto!

Abra os Olhos 
(ESP, 1997)


César, um jovem homem de sucesso, muito bonito, encontra o amor de sua vida, Sofia, durante sua festa de aniversário. Acontece que a ex-namorada de César, Nuria, não aceita o término e, ao convencer César a aceitar sua carona, joga o carro contra a parede numa tentativa de suicídio e assassinato. César sobrevive, mas seu rosto está permanentemente desfigurado.

Infelizmente, Abra os Olhos é conhecido apenas pelo seu remake americano, Vanilla Sky (2001), que também traz Penélope Cruz no papel de Sofia. No entanto, esse excelente filme, dirigido por Alejandro Amenábar, merece ser valorizado e apreciado como a obra original que realmente é. 

A Hora do Pesadelo
 (EUA, 1984)


Clássico do Horror dos anos 1980, o filme traz um vilão diferente de todos os outros: Freddy Krueger ataca as suas vítimas enquanto elas dormem, através de seus sonhos. 

A franquia gerou oito filmes e uma refilmagem (péssima!), mas todos menos interessantes do que o primeiro. Violento, sarcástico e até engraçado, Freddy é um ícone do cinema, que deixou gerações com medo de encarar o travesseiro por muito tempo.

O Mágico de Oz 
(EUA, 1939)


Clássico americano do pós-guerra, adaptado do livro de Victor Fleming. O Mágico de Oz conta as aventuras da adorável Dorothy que, ao ter sua casa arrastada por um furacão, acaba chegando na terra de Oz. Para voltar ao Kansas, Dorothy precisará vencer muitos obstáculos, contando com a ajuda de três novos amigos.

O Mágico de Oz é um filme muito bonito, além de ser uma delícia brincar de analisar a personagem principal e viajar nos elementos simbólicos que aparecem por vezes sutis, por vezes escancarados. 

Alice no País das Maravilhas 
(EUA, 1951)


Bem mais psicodélico que O Mágico de Oz, o livro de Lewis Carroll deu muito pano pra manga. Além das adaptações para o teatro e cinema, contou com uma animação feita pelos Estúdios Disney, que captou com bastante propriedade a natureza do livro (considerando os limites da época).

Com personagens divertidos e curiosos (e mais e mais curiosos!),  Alice no País das Maravilhas é uma explosão de críticas sociais (ainda muito pertinentes, por sinal) e pérolas existencialistas. A própria Alice, encarando os desafios de uma adolescência anunciada, nos convoca sobre vários pontos de vista!

José, Rei dos Sonhos 
(EUA, 2000)


Animação da Dreamworks, o filme conta a história bíblica de José que, traído por seus irmãos e vendido como escravo, chega ao Egito e logo se torna político influente, graças ao seu dom de interpretar os sonhos do faraó. Em determinado momento, José aprende a interpretar os próprios sonhos, num exercício primitivo de autoanálise.

Freud Além da Alma 
(USA, 1962)


O filme conta a trajetória de Freud nos primórdios da Psicanálise, focando em sua relação com a Psiquiatria, seus colegas e sua família. O ponto alto do filme envolve a relação de Freud com uma paciente especial que, através de seus sonhos, lançará uma nova luz no caminho profissional do doutor.

Interessante pra quem ainda não viu, pois, apesar das falhas e distorções eventuais, o filme ainda é um clássico e mostra um pouco da história da Saúde Mental e da Psicanálise.  



E você? Viu alguma coisa interessante por aí e gostaria de conversar sobre? Manda sua ideia pra gente! Quem sabe ela pode ser o nosso próximo Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Conheça o projeto Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor



Já imaginou juntar as coisas que você mais gosta de fazer num único lugar? Pois é! O projeto Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor nasceu dessa vontade de unir arte, Psicologia e conversa – três das nossas paixões – num evento leve e acolhedor, com objetivo de provocar sensações e pensamentos inusitados, propondo o ambiente ideal para a troca de impressões.

A proposta é usar filmes, músicas, livros e qualquer outra manifestação artística para levantar uma questão inicial, o “tema da vez”. Às vezes, usamos mais de um desses elementos e, quase sempre, a conversa transcende o tema proposto. Mas esse é o objetivo: ir além do que se vê!

O primeiro encontro aconteceu em Junho de 2013, com o filme Persona (1966), do diretor Ingmar Bergman. Falamos sobre muitas coisas interessantes: máscaras e papéis sociais, identidade, contato, relacionamentos e seus limites e fronteiras. 


"Pensa que não entendo? O inútil sonho de ser. Não parecer, mas ser. Estar alerta em todos os momentos. A luta: o que você é com os outros e o que você realmente é. Um sentimento de vertigem e a constante fome de finalmente ser exposta. Ser vista por dentro, cortada, até mesmo eliminada. Cada tom de voz, uma mentira. Cada gesto, falso. Cada sorriso, uma careta. Cometer suicídio? Nem pensar. Você não faz coisas desse gênero. Mas pode se recusar a se mover e ficar em silêncio. Então, pelo menos, não está mentindo. Você pode se fechar, se fechar para o mundo. Então não tem que interpretar papéis, fazer caras, gestos falsos… Acreditaria que sim, mas a realidade é diabólica (…)." – Persona, 1966.


Em Agosto de 2013, recebemos nossos convidados com um belo café da manhã. Nos acolhemos, conhecemos e, depois, foi a vez de Mariana Terra nos emocionar com sua interpretação fantástica em Nise da Silveira – Senhora das Imagens, peça de Daniel Lobo que ficou em cartaz em São Paulo, mas foi trazida até o nosso Pimenta em DVD.  







Entre tantos outros sentimentos e sensações, nos deparamos com a surpresa de que uma pintura pode ser dançada. 

Aquecemos nossos corações com a vida e a obra da grande psiquiatra alagoana Nise da Silveira!





Os nosso encontros acontecem todos os meses, na 4 Saberes – Cursos de especialização e qualificação (site: http://www.4saberes.com.br/), nossa parceira inestimável!

E a próxima provocação já está na agulha! Estamos ansiosas pra receber você!

Equipe Pimenta Nos Olhos: Luiza Braga, Nara Barreto e Talita Saldanha


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