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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Seriado Gypsy - como não agir enquanto psicóloga(o)

Gypsy (como se nomeiam popularmente os ciganos em inglês) estreou na Netflix no último dia 30. O título brinca com a característica nômade cigana e com a terminação “psy”, diminutivo em inglês para tudo que se refira a psicologia. A série tem como protagonista Jean Holloway (Naomi Watts), uma bem-sucedida psicóloga de Manhattan.


O seriado não é ruim, pelo contrário é intrigante.  Ao longo dos episódios vemos cada personagem lidando com seus segredos e angústias, mas como não sou crítica de cinema, e sim, psicóloga, o que me chamou a atenção foi a atitude extremamente irresponsável de Jean enquanto psicóloga.

Jean rasga o código de ética do psicólogo, joga no lixo e toca fogo. Fica claro que Jean tem inúmeros problemas pessoais e isso reflete na sua prática clínica. Fica logo claro que Jean também deveria fazer psicoterapia. Por que? Vamos lá:

- Jean tem uma postura extremamente diretiva em relação aos seus pacientes, a ponto de obrigá-los a realizar determinadas ações, tudo com um jeito sutil de manipulação dos mesmos. Jean não sugere, ela manda. Não é o paciente que decide, é ela. Não há neutralidade em nenhum momento.

- Ela se envolve de forma clandestina com pessoas que fazem parte da vida daqueles que vão ao seu consultório serem atendidos por ela, especialmente aquelas pessoas que são alvos da obsessão de seus pacientes. Para isso, Jean cria uma segunda identidade/personalidade chamada Diane Hart, jornalista, que se aproxima dessas pessoas e continua a manipular a vida de seus pacientes fazendo amizades e até tendo relacionamentos amorosos. Assim como uma cigana, Jean passeia pela vida de seus pacientes e vira parte da vida deles, sem que eles saibam.

- Jean manipula o prontuário dos seus pacientes, escreve o que convém e queima o que acha que pode atrapalhar sua atuação enquanto psicóloga. Nas supervisões mente sobre a evolução dos pacientes, de novo fala o que convém, o que o supervisor quer ouvir.

Apesar de Jean fazer tudo o que um psicólogo não deve fazer, o seriado a coloca como um ser humano cheio de problemas, angústias e dificuldades, afinal ela tem vários segredos no seu passado, é mãe e está em um casamento que não vai muito bem. Sim, psicólogos, assim como todos os seres humanos, tem problemas, medos, ansiedades e é por isso que também precisam se cuidar, fazer psicoterapia, supervisões, etc. Coisas que Jean não faz e, em vez disso, se aprofunda cada vez mais na manipulação/obsessão da vida de seus pacientes.

Mau caráter? Transtorno mental? Ainda não sabemos, vem aí uma segunda temporada que promete explicar mais sobre a vida dessa psicóloga, mas, sem dúvida uma falta ética sem tamanho, passível de consequências graves se denunciada. Enfim, vale a pena assistir o seriado, pois este pode despertar diversas questões para serem discutidas sobre a ética do psicólogo e sua atuação profissional.


Texto por:
Luiza Braga (CRP 11/04767)
Psicóloga. Possui especialização em Psicologia da Saúde pela PUC/SP e Mestrado em Psicologia Clínica pela PUC/SP. É psicóloga clínica há 9 anos com experiência no atendimento de crianças e adultos, na área da psicossomática, trauma e luto. Sócia diretora do Veredas Psicológicas – Caminhos de Crescimento. Coordenadora de grupos de estudos. Atualmente faz formação em Experiência Somática e Traumas na Associação Brasileira de Traumas. Membro da ABT - Associação Brasileira de Traumas.

domingo, 14 de maio de 2017

Como lidar com a Síndrome do Ninho Vazio?

Uma de nossas sócias, a psicóloga Luiza Braga,  foi convidada pelo Jornal Diário do Nordeste, de grande circulação na cidade de Fortaleza, para falar sobre a Síndrome do Ninho Vazio e como lidar com ela.



Abaixo está o link com o texto na íntegra.
Abraços e um Feliz Dia das Mães!

 http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/vida/perdas-e-ganhos-na-nova-dinamica-familiar-1.1752223 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

5 Livros Sobre: Psicoterapia clínica para iniciantes

É inegável que a escolha de enveredar pela prática clínica traz muitas angústias e ansiedades para o "prototerapeuta". Além do peso da responsabilidade para com aquele que o procura, o terapeuta iniciante muitas vezes questiona suas "habilidades" técnicas e compreensões teóricas, lutando contra a terrível sensação de nunca "estar pronto" para esse encontro com o sofrimento do outro.

Recomendamos, então, algumas leituras interessantes que podem servir de bálsamo para os corações desses estudantes e profissionais. Não obstante recomendamos que essas leituras sejam feitas de coração aberto, sem aprisionamentos de abordagens e filosofias. São relatos de experiências de pessoas que viveram uma vida voltada ao cuidar, cada qual no seu tempo e lugar, com sua visão de homem e de mundo. Não são manuais, nem livros de catequese. Não querem vender peixe. São pessoas que ousaram compartilhar. Então, amigos, ousem receber!



Tornar-se Pessoa 
Carl Rogers


Com 33 anos de experiência recebendo pessoas - crianças, adolescente e adultos - com as mais variadas demandas, Rogers fez um apanhado de tudo que aprendeu no seu processo de tornar-se psicoterapeuta.  


"Simplificando, o objetivo deste livro é o de compartilhar com vocês algo da minha experiência — alguma coisa de mim. Aqui está um pouco daquilo que experimentei na selva da vida moderna, no território amplamente inexplorado das relações pessoais. Aqui está o que vi. Aqui está aquilo em que vim a acreditar. Foi essa a forma como tentei verificar e pôr à prova aquilo em que acreditava. Aqui estão algumas das perplexidades, questões, inquietações e incertezas que tive de enfrentar. Espero que o leitor possa encontrar, neste livro que lhe é dedicado, algo que lhe diga respeito." - Rogers, 1997.




A Voz e o Tempo - Reflexões para Jovens Terapeutas
Roberto Gambini


Tem algo nas palavras do Gambini que enfeitiçam. Não seria errado dizer que esse "algo" é uma compilação da sua espontaneidade e abertura, do seu senso de realidade e da sua capacidade para invocar a magia que é Ser Humano.

No livro A Voz e o Tempo, Gambini não diz nada além do que viu, ouviu, refletiu e aprendeu. Ainda assim, nessa soberba simplicidade, o livro é uma oferenda aos que estão começando ou revendo seus caminhos profissionais.

Embora escrito por alguém que traz uma bagagem da Psicologia Analítica, o livro propõe um olhar que transcende abordagens e toca o que é de todos.

A Voz e o Tempo - Reflexões para Jovens Terapeutas ganhou o prêmio Jabuti de Psicologia e Psicanálise no ano de 2009.



"A voz e o tempo: o que o tempo fez com a minha voz, minha expressão. No decorrer dos últimos trinta anos, durante os quais me dediquei ao ofício da psicoterapia, acumularam-se em algum ponto do trajeto que leva das entranhas à mente, passando pelo coração, camadas sobre camadas de sentimentos, observações, pensamentos, aprendizados, experimentos, descobertas, questionamentos, formulações, tomadas de posição. O tempo operou sobre essa estratigrafia de impresseões e acabou revelando seu poder de moldar toda essa massa plástica sutil e transformá-la em palavra pronunciada, que agora apresento como texto dedicado a jovens terapeutas em busca de seus caminhos e de suas verdades." - Gambini, 2011




Cartas a um Jovem Terapeuta
Contardo Calligaris


Livro de cabeceira, geralmente comprado entre o segundo e o terceiro semestre de faculdade, Cartas a um Jovem Terapeuta é o clássico dos clássicos dessa lista. Ainda assim, sua validade permanece intacta e continuamos achando que, além da cabeceira, profissionais devem deixá-lo na estante da clínica também. Bem ao alcance das mãos.

Escrito num tom informal, numa conversa imaginária (?) com dois terapeutas iniciantes, Calligaris fala da sua experiência de vida, do seu percurso como psicanalista, deixando pontuações bem diretas e levantando questionamentos que fazem o leitor coçar a orelha e se perguntar: "como cheguei aqui?". As flores e dores do ofício, as diversas cores e matizes da alma do terapeuta.. Nenhum ponto fica de fora.


"A importância da confiança para que as curas funcionem vale provavelmente para todas as profissões da saúde. E vale mais ainda no caso da psicoterapia. Então, por que o psicoterapeuta não poderia esperar o tipo de vínculo duradouro e afetuoso que garante panetones, vinho e outros presentes nas festas? Voltarei sobre isso em outras cartas, mas, desde já, aqui vai: nenhuma psicoterapia, seja ela qual for, deveria almejar a dependência do paciente. Como disse antes, na psicoterapia, o terapeuta funciona um pouco como o remédio. Ora, transformar a confiança inicial numa eterna admiração e gratidão seria como substituir uma doença por uma toxicomania: você não tem mais pneumonia, mas tem uma necessidade visceral de tomar e venerar antibióticos. Ou, ainda, seria como curar um alcoolista tornando-o heroinômano. De fato, se a psicoterapia faz seu efeito, o paciente pára de idealizar o terapeuta. Tudo isso apenas para dizer que, se você gosta da idéia de ser um notável na cidade e de se sentir amado, a psicoterapia talvez não seja a melhor escolha profissional para você." - Calligaris, 2004




Escarafunchando Fritz
Fritz Perls


Perls era uma figura incrível! Com todas as suas mazelas e inconstâncias, conseguiu algo que poucos dão conta: ser ele mesmo, apesar de. A cereja do bolo foi contar como tudo aconteceu, num livro engraçado e comovente, escrito num ato de criação tão espontâneo (que chega a deixar o leitor tonto), dando lugar a "tudo que quiser ser escrito". 

A narrativa é tão flúida e tão permeada com a sua experiência pessoal, que o nascimento da Gestalt-terapia acaba sendo um detalhe, entre tantos e tantos construídos nada sutilmente nessa autobiografia.



"Se você odeia algo que existe
Isso é você, embora seja triste.
Pois você é eu e eu sou você
Você odeia em si mesmo
Aquilo que você despreza.
Você odeia a si mesmo
E pensa que odeia a mim.
Projeções são a pior coisa.
Acabam com você, o deixam cego
Transformam montinhos em montanhas
Para justificar seu preconceito.
Recupere os sentidos. Veja claro.
Observe aquilo que é real,
E não aquilo que você pensa.” - Perls, 1979




Em Busca de Sentido 
Viktor Frankl


O que esperar de um livro com o subtítulo "Um psicólogo no campo de concentração"? No relato autobiográfico de Viktor Frankl temos a oportunidade de acessar suas memórias mais dolorosas, afim de compreendermos a elaboração do seu olhar: "O que realmente importa não é o que nós esperamos da vida, mas antes o que ela espera de nós."

Dividido em duas partes, o livro relata a experiência de Frankl enquanto prisioneiro dos nazistas e, depois, a construção de sua teoria e prática psicoterapêutica com o apanhado dessa experiência. Comovente e mobilizador, Em Busca de Sentido é uma leitura obrigatória para quem quer entender melhor a função principal do fazer psicoterapia.


"Dostoievsky afirmou certa vez: 'Temo somente uma coisa: não ser digno do meu tormento". Essas palavras ficavam passando muitas vezes pela cabeça da gente quando se ficava conhecendo aquelas pessoas cujo comportamento no campo de concentração, cujo sofrimento e morte testemunham essa liberdade interior última do ser humano, a qual não se pode perder. Sem dúvida, elas foram 'dignas dos seus tormentos'. Elas provaram que, inerente ao sofrimento, há uma conquista, que é uma conquista interior. A liberdade espiritual do ser humano, a qual não se lhe pode tirar, permite-lhe, até o último suspiro, configurar a sua vida de modo que tenha sentido. Pois não somente uma vida ativa tem sentido (...) Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá." - Frankl, 2005



Tem alguma dica interessante pra compartilhar com a gente? Vá em frente! Use e abuse dos comentários! 

Até breve!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Acompanhamento Terapêutico (AT)

Veredas Psicológicas está promovendo em Fortaleza o curso sobre Acompanhamento Terapêutico, que ocorrerá nos dias 01, 02 e 03 de Novembro e será facilitado pela Profa. Marcele de Freitas Emerim (Doutoranda da Universidade Federal de Santa Catarina, coordenadora e professora do curso de Acompanhamento Terapêutico do Instituto Muller-Granzotto em Florianópolis). 

Mas você sabe o que é Acompanhamento Terapêutico (ou "AT", para os íntimos)?

O paradigma contemporâneo de atendimento em saúde mental é constituído por um fazer psicossocial. 

Assim, o processo terapêutico funciona como uma estratégia que supera a simples passagem do paciente dos estados de “desabilidade/incapacidade” para os estados de “habilidade/capacidade”, passando a ser um fazer global, múltiplo, ético e solidário, ajudando as pessoas a se ajustarem aos seus afazeres cotidianos, viabilizando o melhor nível de autonomia possível para a vida em comunidade.


E esta é exatamente a proposta do Acompanhamento Terapêutico!

O AT se caracteriza por ser uma terapêutica que se faz em movimento, daí o termo “acompanhamento”. O AT pode se fazer pela prática de saídas pela cidade ou de estar ao lado da pessoa em dificuldades psicossociais. Mas não basta dizer que o AT ocorre na rua, ou na casa do paciente (isto caracterizaria o que chamamos de atendimento domiciliar).


O AT, na verdade, pode passar por vários lugares sem se fixar, seguindo a espontaneidade da relação com o paciente, exercitando uma escuta clínica, com a intenção de se montar um guia terapêutico para desinstalar o indivíduo de sua situação de dificuldade, tentando criar algo novo na sua condição, para que possa articular-se novamente em seu espaço social, exercendo seu direito à cidadania.


Seguindo o desafio da consolidação de uma rede de atendimentos mais atualizada, antissegregacionista, voltada para possibilitar novas perspectivas de vida ao indivíduo portador de sofrimento psíquico, o AT é um fazer interdisciplinar. Pode se associar como uma estratégia a mais em serviços tais como os Centros de Atenção Psicossocial (os CAPS) e os Ambulatórios de Saúde Mental, e, mesmo, os serviços de internação, caracterizados pela prática multiprofissional e articulados a saberes de Enfermagem, Medicina, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.


"Esta proposta é contrária à visão de uma simples adaptação do indivíduo à sociedade. É necessário que uma intervenção terapêutica o convide a sustentar sua diferença, sem precisar excluir-se do social. Daí, a consideração de que o trabalho clínico no AT deva conduzir o tratamento de forma tal que o sujeito siga o caminho que lhe seja próprio - mantendo-o, ao mesmo tempo, dentro dos limites cabíveis da cultura.”



Que casos podem precisar de AT?

- Urgências psiquiátricas
- Descompensações psicóticas
- Risco de suicídio
- Depressão, Síndrome do Pânico, Transtornos Alimentares
- Doenças terminais
- Demência vascular ou Alzheimer, perdas cognitivas ou neurológicas
- Clínica oncológica
- Toxicomanias, alcoolismo
- Autismo
- Clínica infantil


E aí? Que tal aprofundar mais os conhecimentos sobre essa prática ainda tão pouco difundida aqui no Ceará? 




Fontes do texto:




terça-feira, 1 de outubro de 2013

Palestra "A diversidade teórico-epistemológica do fazer em Psicologia: integrando diferenças"

COQUETEL DE INAUGURAÇÃO VEREDAS PSICOLÓGICAS

Nosso coquetel de inauguração será gratuito e teremos o prazer de receber o querido Prof. Dr. Perisson Dantas, que irá ministrar a palestra "A diversidade teórico-epistemológica do fazer em Psicologia: integrando diferenças".

Quer conhecer mais o Prof. Dr. Perisson Dantas?
Aqui está seu mini CV Lattes:


Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1999) e mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2003). Doutor em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), no Núcleo de Psicossomática e Psicologia Hospitalar (2012). Membro do Corpo Docente do Instituto de Anáise Bioenergética de São Paulo e Instituto de Psicologia Somática (Natal/RN). Atualmente é professor efetivo do Curso de Psicologia (Formação de Psicólogo) da Universidade Estadual do Piauí na cidade de Teresina/PI e Supervisor de Estágio em Psicologia Clínica/Psicologia da Saúde Hospitalar. Psicólogo Clínico, psicoterapeuta corporal,com formação internacional em Análise Bioenergética (Certificated Bioenergetic Therapist - CBT/IABSP). Local Trainer do Instituto de Análise Bioenergética de São Paulo. Possui experiência na área de Psicologia, com ênfase em Intervenção Psicoterapêutica, atuando principalmente nos seguintes temas: psicoterapia corporal, análise bioenergética, psicossomática, ludoterapia e brinquedoteca, intervenção psicológica e psicoterápica, sociologia clínica.

Para quem quer conhecer mais ainda os muitos trabalhos que ele desenvolve, basta passear pelo seu CV Lattes no link:



Também gostaríamos de compartilhar o reconhecimento do seu trabalho através da Revista Você S/A, que realizou uma matéria sobre o aumento da qualidade na educação no Nordeste onde ele foi entrevistado e citado como exemplo, nos deixando muito orgulhosos!







Não percam essa oportunidade!


O evento é gratuito! Basta enviar email para: veredaspsi@gmail.com


Mais informações no cartaz abaixo!

Esperamos por vocês! :)


domingo, 29 de setembro de 2013

Sorria, hoje é domingo!


Desejamos um excelente final de domingo pra você!
Vamos começar a semana com um sorriso no rosto e muita energia boa!





domingo, 15 de setembro de 2013

Coquetel do Veredas Psicológicas - CONVITE


É com muita alegria que convidamos você para o coquetel de celebração do início do nosso Veredas Psicológicas, onde apresentaremos formalmente nossos objetivos e propostas.

Para partilhar desse momento tão especial, contaremos com a participação do querido Prof. Dr. Perisson Dantas, que fará a palestra inaugural: 
"A diversidade teórico-epistemológica do fazer em Psicologia: integrando diferenças".


Evento Gratuito - Confirme sua presença pelo e-mail veredaspsi@gmail.com.

Data: 11/10/13 (sexta-feira)
Horário: a partir das 18h
Local: 4Saberes - Cursos de Especialização e Qualificação (R. J da Penha, 55 C - Esquina com a R. Pinto Madeira)


terça-feira, 3 de setembro de 2013

10 Filmes Sobre: Sonhos


Dos vários mistérios da natureza, o sonho certamente é um dos que exercem fascínio atemporal sobre a humanidade. De caráter premonitório, agourento, conselheiro ou punitivo, como viagem, manifestação do inconsciente ou como mera consequência de alterações fisiológicas, o sonho é explorado e respeitado por todas as culturas, desde os tempos mais remotos.

Escolhemos dez filmes interessantes, de vários gêneros, que de alguma maneira abordam os sonhos em suas tramas:

Sonhos 
(EUA/JAP, 1990)


O diretor japonês Akira Kurosawa realizou uma verdadeira façanha com esse filme, materializando sonhos que teve durante toda sua vida. Um dos raros roteiros escritos pelo próprio diretor, Sonhos proporciona uma forte experiência estética, um encontro com algo que nos é familiar, mesmo sem conseguirmos nomeá-lo.

A Origem
(EUA, 2010)


Neste filme dirigido por Christopher Nolan, os personagens conseguem invadir sonhos e extrair do inconsciente das pessoas informações valiosas e manipulá-las para conseguir certos objetivos. Seguindo uma linha comum em filmes sobre o mundo onírico, a grande (e vertiginosa) questão é se o que vemos e vivemos é real ou não. 

Paprika 
(JAP, 2006)


Imagine uma máquina que permite aos psicoterapeutas acesso aos sonhos de seus pacientes para gravá-los e, quando preciso, interferir diretamente. Agora imagine que essa máquina foi roubada por alguém com péssimas intenções. No que isso resulta? CAOS. Imediatamente, a heroína – e psicoterapeuta – Paprika entra em ação.

Esse desenho japonês está longe de ser infantil: estupro, nudez, assassinatos e suicídios são apenas alguns dos elementos que justificam a censura rigorosa. No mais, Paprika é uma viagem pela psique humana, jorrando simbolismos e permeada de elementos freudianos muito bem utilizados.

É um filme confuso, um pouco nauseante, mas extremamente intrigante e inteligente. Com certeza é pra ver mais de uma vez!

Waking Life
 (EUA, 2001)


O que é sonho e o que é realidade? 

O personagem principal do filme está preso num sonho, dentro de um sonho, dentro de um sonho e por aí vai. Durante todo o tempo ele se depara com figuras interessantes que tem algo a dizer sobre vida, morte, política, ciência, religião, sociologia e sobre a própria consciência humana.

Esse já é velho conhecido dos existencialistas e cinéfilos do mundo afora. É um filme criativo, inteligente, porém um pouco cansativo (principalmente na primeira metade). Se prepare pra ficar tonto!

Abra os Olhos 
(ESP, 1997)


César, um jovem homem de sucesso, muito bonito, encontra o amor de sua vida, Sofia, durante sua festa de aniversário. Acontece que a ex-namorada de César, Nuria, não aceita o término e, ao convencer César a aceitar sua carona, joga o carro contra a parede numa tentativa de suicídio e assassinato. César sobrevive, mas seu rosto está permanentemente desfigurado.

Infelizmente, Abra os Olhos é conhecido apenas pelo seu remake americano, Vanilla Sky (2001), que também traz Penélope Cruz no papel de Sofia. No entanto, esse excelente filme, dirigido por Alejandro Amenábar, merece ser valorizado e apreciado como a obra original que realmente é. 

A Hora do Pesadelo
 (EUA, 1984)


Clássico do Horror dos anos 1980, o filme traz um vilão diferente de todos os outros: Freddy Krueger ataca as suas vítimas enquanto elas dormem, através de seus sonhos. 

A franquia gerou oito filmes e uma refilmagem (péssima!), mas todos menos interessantes do que o primeiro. Violento, sarcástico e até engraçado, Freddy é um ícone do cinema, que deixou gerações com medo de encarar o travesseiro por muito tempo.

O Mágico de Oz 
(EUA, 1939)


Clássico americano do pós-guerra, adaptado do livro de Victor Fleming. O Mágico de Oz conta as aventuras da adorável Dorothy que, ao ter sua casa arrastada por um furacão, acaba chegando na terra de Oz. Para voltar ao Kansas, Dorothy precisará vencer muitos obstáculos, contando com a ajuda de três novos amigos.

O Mágico de Oz é um filme muito bonito, além de ser uma delícia brincar de analisar a personagem principal e viajar nos elementos simbólicos que aparecem por vezes sutis, por vezes escancarados. 

Alice no País das Maravilhas 
(EUA, 1951)


Bem mais psicodélico que O Mágico de Oz, o livro de Lewis Carroll deu muito pano pra manga. Além das adaptações para o teatro e cinema, contou com uma animação feita pelos Estúdios Disney, que captou com bastante propriedade a natureza do livro (considerando os limites da época).

Com personagens divertidos e curiosos (e mais e mais curiosos!),  Alice no País das Maravilhas é uma explosão de críticas sociais (ainda muito pertinentes, por sinal) e pérolas existencialistas. A própria Alice, encarando os desafios de uma adolescência anunciada, nos convoca sobre vários pontos de vista!

José, Rei dos Sonhos 
(EUA, 2000)


Animação da Dreamworks, o filme conta a história bíblica de José que, traído por seus irmãos e vendido como escravo, chega ao Egito e logo se torna político influente, graças ao seu dom de interpretar os sonhos do faraó. Em determinado momento, José aprende a interpretar os próprios sonhos, num exercício primitivo de autoanálise.

Freud Além da Alma 
(USA, 1962)


O filme conta a trajetória de Freud nos primórdios da Psicanálise, focando em sua relação com a Psiquiatria, seus colegas e sua família. O ponto alto do filme envolve a relação de Freud com uma paciente especial que, através de seus sonhos, lançará uma nova luz no caminho profissional do doutor.

Interessante pra quem ainda não viu, pois, apesar das falhas e distorções eventuais, o filme ainda é um clássico e mostra um pouco da história da Saúde Mental e da Psicanálise.  



E você? Viu alguma coisa interessante por aí e gostaria de conversar sobre? Manda sua ideia pra gente! Quem sabe ela pode ser o nosso próximo Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Conheça o projeto Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor



Já imaginou juntar as coisas que você mais gosta de fazer num único lugar? Pois é! O projeto Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor nasceu dessa vontade de unir arte, Psicologia e conversa – três das nossas paixões – num evento leve e acolhedor, com objetivo de provocar sensações e pensamentos inusitados, propondo o ambiente ideal para a troca de impressões.

A proposta é usar filmes, músicas, livros e qualquer outra manifestação artística para levantar uma questão inicial, o “tema da vez”. Às vezes, usamos mais de um desses elementos e, quase sempre, a conversa transcende o tema proposto. Mas esse é o objetivo: ir além do que se vê!

O primeiro encontro aconteceu em Junho de 2013, com o filme Persona (1966), do diretor Ingmar Bergman. Falamos sobre muitas coisas interessantes: máscaras e papéis sociais, identidade, contato, relacionamentos e seus limites e fronteiras. 


"Pensa que não entendo? O inútil sonho de ser. Não parecer, mas ser. Estar alerta em todos os momentos. A luta: o que você é com os outros e o que você realmente é. Um sentimento de vertigem e a constante fome de finalmente ser exposta. Ser vista por dentro, cortada, até mesmo eliminada. Cada tom de voz, uma mentira. Cada gesto, falso. Cada sorriso, uma careta. Cometer suicídio? Nem pensar. Você não faz coisas desse gênero. Mas pode se recusar a se mover e ficar em silêncio. Então, pelo menos, não está mentindo. Você pode se fechar, se fechar para o mundo. Então não tem que interpretar papéis, fazer caras, gestos falsos… Acreditaria que sim, mas a realidade é diabólica (…)." – Persona, 1966.


Em Agosto de 2013, recebemos nossos convidados com um belo café da manhã. Nos acolhemos, conhecemos e, depois, foi a vez de Mariana Terra nos emocionar com sua interpretação fantástica em Nise da Silveira – Senhora das Imagens, peça de Daniel Lobo que ficou em cartaz em São Paulo, mas foi trazida até o nosso Pimenta em DVD.  







Entre tantos outros sentimentos e sensações, nos deparamos com a surpresa de que uma pintura pode ser dançada. 

Aquecemos nossos corações com a vida e a obra da grande psiquiatra alagoana Nise da Silveira!





Os nosso encontros acontecem todos os meses, na 4 Saberes – Cursos de especialização e qualificação (site: http://www.4saberes.com.br/), nossa parceira inestimável!

E a próxima provocação já está na agulha! Estamos ansiosas pra receber você!

Equipe Pimenta Nos Olhos: Luiza Braga, Nara Barreto e Talita Saldanha


Acompanhe a página do Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor no Facebook:
https://www.facebook.com/pimentanosolhospravermelhor

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Grupo terapêutico - Sou psicólogo, e aí?

Amanhã começa mais uma atividade do Veredas Psicológicas!!

Um dos nossos focos está nos grupos terapêuticos onde as pessoas que estão passando por situações semelhantes podem dividir seus medos, angústias, alegrias e conquistas, dentro de um espaço psicoterapêutico.

Dessa vez nosso foco foi os estudantes de Psicologia e recém - formados na área, pois sabemos que é um momento cheio de novidades e de novas responsabilidades na vida desses novos profissionais.


Sou Psicólogo... E aí? 
Grupo terapêutico para recém-formados e formandos do último ano de Psicologia

"Pelo ponto de vista do senso comum, a vida da gente é um tremendo absurdo, na verdade, um não-ser. Por exemplo: uma pessoa que se forma em Psicologia é impedida de expressar o que sente ou sofre, não pode manifestar seu desespero e mandar um dia alguém para aquele lugar. Diz o senso comum, na sua linguagem absurda: isto não condiz com a persona equilibrada que projetamos nessa profissão. Coitada! Deixa de ser alguém para ser apenas a profissional." (Flora Bojunga Mattos)



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Veredas Psicológicas - Núcleo transdisciplinar


Como psicólogas que escolheram veredas diferentes, mas com o mesmo objetivo, nos perguntávamos por que há uma separação tão grande entre abordagens e práticas da Psicologia. Esse questionamento se tornou uma grande inquietação. Começamos a nos perguntar o que fazer para ajudar uma aproximação desses saberes.

A palavra “veredas” nos chamou a atenção: indica caminhos. Vários caminhos e opções que temos enquanto profissionais da saúde. “Transdisciplinar” foi outro termo que deu batismo ao nosso anseio pagão, articulando disciplinas, trazendo uma nova compreensão da realidade, proporcionando uma abertura ao outro e seu conhecimento.

Caminhos e caminhantes igualam-se em números, diria um sábio. As veredas são vastas, de subidas e descidas, interseções e afastamentos, mas todas levam ao mesmo ponto: o Ser. Com esse entendimento, o Veredas Psicológicas propõe a revitalização das áreas de atuação da Psicologia e dos encontros das diversas abordagens psicológicas com as incontáveis manifestações do saber humano. Através da transdisciplinaridade, buscamos a unidade do conhecimento numa atitude de abertura e diálogo, possibilitando o intercâmbio necessário para a vivência atualizada das possibilidades humanas. Assim sendo, nossas atividades e serviços são pensados e executados com esse propósito e ansiando aumentar e instigar o diálogo da Psicologia com a própria Psicologia e com outras áreas do conhecimento. 
 
Luiza Braga e Nara Barreto
Psicólogas
Sócias - diretoras do Veredas Psicológicas