Há 109 anos nascia nossa querida Nise da Silveira, no dia 15 de fevereiro de 1905.
Nise foi diferente desde o início, deixou a casa de seus pais cedo, foi a única mulher a se formar na Escola de Medicina da Bahia, foi para o Rio de Janeiro, seguiu a Psiquiatria e ali, mudaria o rumo desta área no Brasil.
A tão famosa frase de Nise: "não, não aperto esse botão!" até hoje ecoa na cabeça de profissionais que conhecem o trabalho realizado com pacientes ditos "loucos", os que não podem viver em sociedade (?). Com essa frase, Nise decidiu que não iria aplicar o eletrochoque em seus pacientes e sim, trabalhar com a terapia ocupacional, com a arte, conhecer seus pensamentos, dar vez à "voz do coração". Dava papel e tinta para que se expressassem, trabalho que rendeu obras belíssimas e hoje pode ser visto no Museu de Imagens do Inconsciente no Rio de Janeiro.
Nise notou uma certa em semelhança nas obras de seus pacientes, alguns desenhavam na forma de círculos, as mandalas, e assim começou seu contato com Carl Gustav Jung e a Psicologia Junguiana. Faleceu em 2009 deixando um grande legado à Psicquiatria, Psicologia e àreas da Saúde em geral. Seu trabalho até hoje é reconhecido e serve de exemplo para nos lembrar de como realizar um tratamento humanizado, aliás, abriu portas para a Reforma Psiquiátrica no Brasil. Nise era uma mulher simples, humana, amava gatos. Se dizia "cada vez menos doutora e cada vez mais Nise".
Os contos de fadas, assim como os mitos e as lendas, tratam da nossa vida, da nossa existência, da maneira como nos organizamos enquanto seres sociais, e do que nos é caro. São modos de transmitir ensinamentos e valores culturais transgeracionais. O autor Paulo Mendes Campos captou isso muito bem no belíssimo texto que segue abaixo, em que utiliza a história de Alice no País das Maravilhas para dar conselhos valiosos aos mais jovens.
Para Maria das Graças
"Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas. Este livro é doido, Maria. Isto é, o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca.
Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca.
Nem o papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: 'Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?' Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. 'Quem sou eu no mundo?' Essa indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrastes essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
A sozinhez (esquece essa palavra feia que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: 'Estou tão cansada de estar aqui sozinha!' O importante é que conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave. A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes ao dia: 'Oh, I beg your pardon!'. Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: 'Gostarias de gatos se fosse eu?'.
Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: 'A corrida terminou! Mas quem ganhou?' É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não sabe quem venceu. Se tiveres que ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiseres, ganhaste.
Disse o ratinho: 'Minha historia é longa e triste!' Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: “Minha vida daria um romance.” Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só um jeito de contar um vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e mulheres que suspiram e dizem: 'Minha vida daria um romance!' Sobretudo dos homens. Uns chatos, irremediáveis, Maria. Os milagres acontecem sempre na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrario do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar.
Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: 'Devo estar diminuindo de novo'. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente. E escuta essa parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo como hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo.
A alma da gente é uma maquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar em disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor.
Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado Maria, com as grandes ocasiões.
Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: 'Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas'.
Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: é feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira da nossa dor, Maria da Graça."
O movimento chamado de Poliamorismo ou Poliamor, admite a possibilidade de co-existirem duas ou mais relações afetivas paralelas, em que seus partícipes conhecem e aceitam uns aos outros, em uma relação múltipla e aberta.
Segundo a psicóloga e professora da PUC-SP, Noely Montes Moraes: a etologia (estudo do comportamento animal), a biologia e a genética não confirmam a monogamia como padrão dominante das espécies, incluindo a humana. Reconhecendo assim, que as pessoas podem amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, ainda que tal ideia não seja bem recebida na sociedade ocidental.
Trouxemos para vocês o documentário do diretor José Agripino (Brasil,15min,2010) que traz entrevistas com pessoas que contrariam as regras monogâmicas e relatam as vantagens e também dificuldades sobre esse tipo de relação amorosa.
Assunto polêmico, mas pertinente na vida real das relações de afeto.
Assistam e tirem suas próprias conclusões sobre o assunto!
Se puderem, compartilhem com a gente enriquecendo o debate!
O Veredas Psicológicas teve o grande prazer de participar da comemoração do primeiro ano do Espaço Integra. Foi uma reunião animada, cheia de encontros, reencontros e muito amor!
É sempre bom estar junto de pessoas que dividem os mesmos sonhos e as mesmas esperanças que a gente. Pessoas que sabem que bom mesmo é construir junto, crescer junto... Porque de outra forma, não faria sentido.
Psicólogas Camila Cardoso, Nara Barreto, Talita Saldanha, Alana Mabda e Natacha Fraga.
O Espaço Integra oferece cursos e workshops, grupos de estudos e atendimento psicológico. Possui salas disponíveis para profissionais, não só da Psicologia, mas também de outras áreas da saúde. É um grande parceiro do Veredas Psicológicas e nós temos muito orgulho desse laço, que se faz ainda mais bonito e mais firme a cada dia.
Estávamos sentindo falta de atualizar este cantinho, mas férias eram necessárias depois de toda emoção que foi o começo da construção do nosso Veredas Psicológicas!
Hoje fizemos um apanhado das várias dicas deixadas ao longo do segundo semestre de 2013, nos comentários da fanpage (pode curtir!) e do blog. São sugestões de filmes e de livros muito interessantes... Vale a pena conferir, hein?
Ficamos muito gratas pela participação de todos, mas gostaríamos de dar um destaque especial para a Emanuella Sales, que foi a pessoa que mais contribuiu com dicas para as nossas listas. Muito obrigada, Emanuella! Já temos um presentinho muito especial separado pra você!
O Operário (2004) - Indicado por Geane Batista Camille Claudel (1988) - Indicado porCarlos Roger Van Gogh - Vida e Obra de um Gênio (1990) - Indicado porCarlos Roger
De Pessoa a Pessoa (Richard Hycner) - Indicado por Marilia Gurgel Treinamento em psicoterapia individual, de grupo e de casal: um guia para supervisores e terapeutas iniciantes (Mônica Teles Tavora) - Indicado por Marilia Gurgel
Um Caminho Para Dois (1967) - Indicado por Emanuella Sales Um Divã Para Dois (2012) - Indicado porEmanuella Sales Blue Valentine (2010) - Indicado porEmanuella Sales Carnage (2011) - Indicado porEmanuella Sales Apenas uma Noite (2010) - Indicado porEmanuella Sales Cenas de Um Casamento (1973) - Indicado porPaula Sampaio Beleza Americana (1999) - Indicado porGleidson Mota O Pecado de Todos Nós (1967) - Indicado porGleidson Mota Longe do Paraíso (2002) - Indicado porGleidson Mota Magnólia (1999) - Indicado porGleidson Mota Medianeras (2011) - Indicado porEmanuella Sales Um Sonho de Amor (2009) - Indicado por Emanuella Sales Alta Fidelidade (2000) - Indicado porEmanuella Sales Cashback (2006) - Indicado porEmanuella Sales O Desprezo (1963) - Indicado porEmanuella Sales Take This Waltz (2011) - Indicado porEmanuella Sales Rust and Bone (2012) - Indicado porEmanuella Sales
E por hoje ficamos por aqui, amigos! Em breve traremos mais dicas, sugestões e promoções para vocês. Obrigada mais uma vez e até já!
A finitude é o pré-requisito da existência. Em seu livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Saramago nos diz isso claramente, com a rudeza das palavras naturais: "O barro ao barro, o pó ao pó, a terra à terra, nada começa que não tenha que acabar, tudo o que começa nasce do que acabou."
Os filmes abaixo mostram um pouco da nossa difícil relação com essa constante companheira.
A Fonte da Vida
(2006)
Filme interessante, com uma narrativa inusitada, conta a história de um homem e seu confronto com a morte em três épocas distintas - passado, presente e futuro - na busca pela eternidade ao lado da mulher que ama.
A negação da morte, as fases do luto e a transcendência do amor são os aspectos principais deste filme belíssimo.
"Juntos, nós viveremos para sempre."
Abraços Partidos
(2009)
Harry Caine é um escritor cego que mora em Madri e é assessorado por Judit e seu filho, Diego. Quando Harry fica sabendo da morte de Ernesto Martel, um rico empresário, o seu passado começa a ecoar. Acompanhamos, então, a história de Mateo Blanco, nome verdadeiro de Harry, e seu trágico envolvimento amoroso com Lena, a amante de Ernesto.
Pedimos que você dê atenção especial pra cena das fotografias picotadas. Depois conte pra gente como foi!
"Você acha que vale a pena seguir adiante? Ou é loucura?"
A Partida
(2008)
Belíssimo e delicado, A Partida ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009. Não é pra menos. Conta como um músico, ao ver-se desempregado e obrigado a voltar para sua casa numa pequena cidade, aceita um emprego inusitado como ajudante numa funerária, preparando os corpos para o ritual de despedida e cremação.
Com direção e fotografia primorosas, o filme fala de morte e renascimento, de perdas e reencontros, da vida como passagem. Imperdível!
Anticristo
(2009)
Escrito e dirigido por Lars Von Trier (Dogville, 2003), o filme conta a história de um casal que, de maneira trágica, perde o único filho. O marido, psicoterapeuta, acredita que dá conta do luto dele mesmo e da mulher, e resolve levá-la para uma cabana no meio da floresta para que possam confrontar seus medos e superar de uma vez o trauma.
O filme, na verdade, tenta mostrar o lado mais escuro (e, talvez, mais humano) da alma, numa versão de “paraíso” correspondente a essa sombra. Não é exatamente um SUPER filme (na humilde opinião deste blog, claro), mas é curioso e não deixa de ser divertido ficar procurando elementos simbólicos soltos o tempo inteiro por quase todas as cenas.
"A Natureza é a igreja de Satã."
A Balada de Narayama
(1983)
Numa pequena vila do Japão, quando o idoso atinge 70 anos, deve ser levado para o topo de uma montanha para aguardar a morte. Orin é uma senhora de 69 anos e sabe que, no inverno, deverá fazer o caminho sagrado para não desgraçar sua família. Seu filho não aceita a tradição, mas Orin está disposta a fazê-lo entender a importância de cumprir o ritual, tomando para si a incubência de organizar a vida dele para poder partir em paz.
Um filme forte, que vai de encontro aos nossos valores ocidentais contemporâneos. No entanto, desperta para o fato de que, no doloroso caminho para a morte, podemos encontrar a nossa humanidade.
Minha Vida Sem Mim
(2003)
Ann é uma jovem mãe de família que vive uma vida simples e feliz, morando num trailer. Desconfiando estar grávida novamente, Ann procura um médico e acaba descobrindo que está com câncer e tem pouco tempo de vida.
Decidida a manter segredo sobre seu estado de saúde, Ann se empenha em escrever e realizar uma lista de coisas importantes que ela gostaria de fazer antes de ir.
Minha Vida Sem Mim é delicado e comovente (se prepare para cenas fortes, como a das fitas de áudio), mas que, ao quebrar a regra das respostas clichês para a pergunta "o que você faria se soubesse que iria morrer em breve?", desperta para reflexões interessantes sobre o que é realmente importante na vida.
"Agora você sente que gostaria de tomar todas as drogas do mundo, mas todas as drogas do mundo não vão mudar o sentimento de que toda a sua vida foi um sonho e só agora você está acordando."
O Sétimo Selo
(1957)
Outro filme que mostra a vã tentativa de "driblar" a Morte. Dirigido por Bergman, O Sétimo Selo conta como um valente cavaleiro, ao retornar das Cruzadas, encontra seu país devastado pela peste e pela loucura coletiva, até que a Morte o alcança. Orgulhoso de sua racionalidade, o bravo cavaleiro convence a Morte a disputar o seu tempo de vida em uma partida de xadrez.
"A fé é um tormento. É como amar alguém que está na escuridão e nunca aparece, não importa o quão alto você chame."
Enter The Void - Viagem Alucinante
(2009)
Oscar é um usuário de drogas que mora em Tóquio com sua irmã caçula, Linda, que trabalha como stripper. Após ser baleado, Oscar morre e passa a observar a realidade num sobrevoo atemporal.
Entre o neón nauseante, numa odisseia pelo submundo de uma das maiores capitais do mundo, Enter The Void é uma experiência interessante e envolvente, com uma trilha sonora que contribui bastante para a sensação de estar, de fato, numa verdadeira viagem.
"Basicamente, quando você morre o seu espírito deixa o seu corpo. Na verdade, a primeira coisa que você vê é toda a sua vida refletida num espelho mágico."
Gritos e Sussurros
(1972)
Três irmãs estão reunidas na mesma casa por um fato trágico: uma delas está morrendo. As outras duas, com ajuda de uma empregada, oferecem os cuidados paliativos, mas não conseguem lidar com a presença da morte eminente, ao mesmo tempo que, secretamente, desejam que aconteça rapidamente.
Bergman, mais uma vez, oferece um olhar cruel (e, por isso mesmo, real) da natureza humana a e da alma feminina. Belo!
"Não existe alívio, nem caridade, nem ajuda! Nada!"
Minha Vida
(1993)
Bob Jones recebe ao mesmo tempo duas notícias transformadoras: que ele será pai pela primeira vez e que ele tem uma doença terminal. Bob quer fazer parte da vida do filho a todo custo, então decide fazer um filme falando de si, da vida que leva e de como vê o mundo. No processo, Bob acaba descobrindo muito mais a seu respeito e compreendendo melhor a sua relação com a própria família.
Doce e engraçado, Minha Vida é um filme muito bonito, que merece ser visto.
"Morrer é uma forma muito dura de aprender sobre a vida."
Esperamos que tenha gostado da seleção. Se quiser contribuir com a sua dica, sinta-se livre para comentar. Lembrando que no mês que vem faremos uma postagem especial com um apanhado de todas as dicas deixadas no blog e na nossa página do facebook. Dia 20/11 (quarta-feira) teremos nosso último Pimenta Nos Olhos Pra Ver Melhor (em 2013, claro!) e escolhemos um filme muito bacana pra discutir com você. Aguarde!